terça-feira, 13 de novembro de 2012

Manifesto da ENECOS em apoio aos Guaranis Kaiowás


“Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a
Nossa dizimação e extinção total, além de enviar
vários tratores para cavar um grande buraco para
jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso
pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta
decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa
morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito
Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto
que decidimos integralmente a não sairmos
daqui com vida e nem mortos.”
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O drama vivido pelos índios Guaranis Kaiowás no sul do Mato Grosso do Sul, está na ordem do dia. Nesta tribo, localizada à beira do rio Hovy e da qual ainda restam 170 membros (50 homens, 50 mulheres, 70 crianças), a pobreza e a delimitação territorial cada vez mais restrita, causam uma verdadeira pressão social que resultam na incidência de alguns casos de suicídio. O sentimento de desespero e a angústia presentes na carta publicada pela tribo, expressa a barbárie imposta pelo poder armado dos grandes latifundiários e a ordem de despejo da Justiça Federal de Naviraí. Tal etnia que conta com quase 50 mil pessoas, é a segunda maior do Brasil e, mesmo sobre um grande risco de dizimação, não ouvimos nada nos grandes veículos.
Índio no Brasil só se vê na mídia quando é dia do índio ou nos programas em que se “desbrava a natureza”, mostrando a cultura desse de forma cada vez mais animalizadas. Mostra-se singelas e literárias reportagens de escolas do meio urbano e suas homenagens a esse que já se parece apenas um ser mítico, personagem histórico e distante de nosso folclore nacional. Do jeito que se fala nem parece que índio ainda é coisa do presente. Sim, nem todos estão mortos ou se renderam à “civilização”. Muitos ainda vivem, mesmo que com dificuldade, da terra que lhes é negada.
 Ajujures, Arauetés, Kampas, Aticums, Curipaco, Coroados, Carijós, Jurunas, Kadiwéus, Kanelas, Xambioás, Cariri-xocós, Kuikurus,  Matipus, Guaranis Kaiwás entre tantos outros tribos, representam  resistência de um povo e são exemplos da luta e de resistência de uma população que sofre  com a opressão de cinco séculos. Estão durante todo este período mergulhados em uma luta desigual. O capitalismo latifundiário sempre contou com as melhores armas, incluindo a omissão das autoridades públicas e a apatia racional da grande imprensa.  A historia continua a mostrar, com o exemplo atual dos Guarani Kaiowás, que essa realidade está muito longe de ser transformada. Quanto vale a extinção de um grupo da sociedade para ser critério de noticiabilidade?
 Hoje, a maior parte da população tem acesso a algum meio de comunicação que transmite informação. Os Guaranis Kaiowás fazem parte de um dos grupos mais marginalizados da sociedade e o que está acontecendo no Mato Grosso é de grande importância para todos nós. Quantos brasileiros sabem o que está acontecendo ou souberam de notícias por meio da mídia televisiva? Os noticiários nos bombardeiam a todo instante com o furacão Sandy e a devastação que tem causado em vários países, ou ocupam parte da programação falando sobre o emagrecimento das celebridades.
 Enquanto isso, escondem o que se passa no interior no país. A quem a nossa comunicação serve? Somos bombardeados com a grande quantidade de notícias que nos levam a acreditar que estamos informados, mas na verdade não sabemos quase nada do que se passa no país. A comunicação no Brasil hoje é em sua maioria privatizada, comandada por grandes conglomerados, deixando de lado o seu caráter de servir a sociedade, para servir aos interesses do mercado. O caso dos Guarani- Kawioás não teve nenhum espaço significativo na mídia televisiva, meio de comunicação que atinge o maior número de lares e espaços na sociedade. Nos grandes jornais, são recorrentes matérias sempre criminalizando o movimento indígena, favorecendo o ponto de vista dos latifundiários.
O grande poder de comunicação das redes sociais, através da internet, embora ainda restrito, contribuiu decisivamente para que tal acontecimento ganhasse visibilidade, de outro modo, ainda estaria distante do conhecimento público. As simples, mas significativas ações através das redes sociais online Facebook e Twitter ganharam forças. Nestes ambientes textos foram compartilhados, redes se formaram e os usuários colocaram entre os seus sobrenomes Guarani Kaiowá, uma referência às batalhas travadas por esta etnia. Quando as pessoas se deparam com algo novo procuram informar-se o porquê aquilo tem se repetido tanto naquele ambiente, acabam, de maneira alternativa à grande mídia, chegando até a informação. Estas campanhas, aliadas a outros processos de luta, servem como uma alternativa contra-hegemônica aos grandes grupos de mídia corporativista, que insistem em manipular e distorcer fatos em favor de seus interesses.
Com a ajuda desse processo de “fura mídia” tivemos uma vitória parcial que é a liminar da Justiça Federal que proíbe, por hora, a expulsão dos índios de suas terras próximas ao rio. A luta não acabou, devemos continuar pressionando para que suas terras sejam demarcadas. A ENECOS também é Guarani-Kaiowá, a ENECOS também é índio.
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Nós repudiamos a pouca abordagem dos grandes veículos a respeito desta temática. A ENECOS luta por uma comunicação verdadeiramente democrática e popular e apoia a luta pela autoderminação dos povos indígenas e a sua participação para elaborar e construir o universo midiático nacional a partir do seu olhar.
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Todo apoio a luta dos Guaranis-Kaiowás!
Todo apoio a resistência indígena!
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Somos todos Guarani-Kaiowá!
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Consuni suspende atividades acadêmicas no período de greve

Em sessão extraordinária realizada nesta segunda-feira (28), o Conselho Universitário da Universidade Federal de Alagoas (Consuni//Ufal), órgão superior da instituição, resolveu suspender as atividades acadêmicas durante o período de paralisação grevista. Dos 41 conselheiros presentes, 40 foram a favor da suspensão e apenas um se absteve.

Conforme o parágrafo único da resolução, assinada pelo presidente, professor Eurico Lobo, as atividades de caráter essencial, que não podem ser interrompidas, serão objeto de acompanhamento pelo Consuni, que designará comissão para tal, incluindo entre seus membros conselheiros representantes das diversas categorias.

Todas as atividades acadêmicas realizadas após a deflagração da greve – dia 17 – serão consideradas nulas e, após o término da greve será elaborado pelo Consuni um novo calendário acadêmico.

A resolução levou em conta o princípio acadêmico da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; a estrutura deliberada no projeto pedagógico global da universidade e nos projetos pedagógicos de cada curso, os princípios do regime acadêmico adotados nos cursos de graduação e pós-graduação da Ufal e a importância do cumprimento integral dos planos de trabalhos e atividades acadêmicas.


Leia aqui a minuta de resolução para o Consuni

Fonte: Assessoria de Comunicação da Adufal (http://www.adufal.org.br/site/mostranoticia.aspx?cod=6605) 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A Vila resiste!


Esta semana será feita a demolição das casas daquelas famílias que assinaram a proposta da Prefeitura de Maceió para deixar a Vila dos Pescadores do Jaraguá e se realocar em apartamentos na praia do Sobral. Dezenas de famílias que permanecem na Vila farão, mobilizadas, o acompanhamento da ação das máquinas, ao passo que continuam a pressão sobre o poder público pela consolidação da Vila no local, com habitação e urbanização.

 Segunda (21) é dia de resistência e defesa do projeto popular para os moradores da Vila dos Pescadores do Jaraguá!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Reunião do II Seminário de Rádio Livre cancelada

Em virtude da Assembleia Geral Estudantil, que acontece nesta quarta-feira (16), às 17h, na tenda cultural não haverá reunião do II Seminário de Rádio Livre.

Assembleia Geral Estudantil

No dia 15 de maio, os docentes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), reunidos em Assembleia Geral, decidiram - por cerca de 160 votos a favor e apenas 8 abstenções - pela deflagração da greve no dia 17 de maio. A partir dessa decisão a Ufal incorpora, então, à mobilização nacional das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) que reivindicam dentre tantas outras melhorias, um novo reajuste no piso salarial e um novo plano de cargo e carreira dos professores do serviço público federal.

Pode-se resumir a discussão da carreira da seguinte forma:

  1. Reestruturação da carreira, prevista no acordo emergencial DESCUMPRIDO pelo governo, com valorização do piso e incorporação das gratificações (objetivamente isso significa: carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do DIEESE (atualmente calculado em R$ 2,329,35) e percentuais de acréscimos relativos à titulação e ao regime de trabalho. 

A precarização do trabalho docente é crescente em nossa universidade. Apesar do crescimento visível das IFES em infra-estrutura, apesar da expansão ser uma conquista social; apesar dos concursos realizados nos últimos tempos, apesar das IFES estarem um canteiro de obras, o ANDES tem considerado que a expansão tem acontecido sem a estrutura que garanta a qualidade do ensino superior público brasileiro. Em muitas Unidades acadêmicas há uma sobrecarga de trabalho; democratizou-se a entrada de alunos, mas há poucos professores para atendê-los; turmas do REUNI sem professores; Turmas do REUNI sem sala de aula própria ocupando outros espaços; estrutura mínima para o professor trabalhar em muitas Unidades Acadêmicas etc.

Entendemos que a luta dos professores também é nossa, que juntos somos mais fortes e acima de tudo: a aliança entre estudantes e docentes deve ser fortalecida, pois cada um de nós precisa ser sujeito da transformação da atual conjuntura da educação pública universitária.

Nós, enquanto estudantes, precisamos nos unir a essa luta e nos mobilizar, colocando nossas pautas para serem discutidas em Assembleia Geral Estudantil e participando dos atos em direito à greve e a melhoria nas condições dos docentes. Para que, enfim, tenhamos uma educação pública, gratuita e de qualidade necessita-se que seja assegurado ao profissional da educação um plano de carreira que valorize a qualificação, condições adequadas de trabalho e um salário digno.

Assim, o Diretório Acadêmico Freitas Neto (Dafn) convoca todos/as os/as estudantes da Ufal que compareçam a Assembleia Geral Estudantil nesta quarta-feira, 16, às 17h, na tenda cultural.

Esta assembleia vem da necessidade de um posicionamento dos estudantes nesse processo de movimento grevista além de planejarmos a nossa contribuição para o mesmo. É de extrema importância a participação e mobilização de todos/as nós para acompanhar esse processo.


Por uma educação pública, gratuita e de qualidade!


Diretório Acadêmico Freitas Neto - Dafn
15 de maio de 2012

domingo, 13 de maio de 2012

II Seminário de Rádio Livre

Fiquem ligad@s: está chegando o II Seminário de Rádio Livre!
O Dafn convida tod@s @s estudantes pra construir essa atividade em conjunto!

Reunião de construção do II Seminário de Rádio Livre - próxima quarta (16) às 17h na sala do Dafn.

#VEMGENTE

2º CineCOS + Bazar, dia 15


Galera, o Diretório Acadêmico Freitas Neto está convidando a todos e todas para o nosso 2º "CineCOS + Bazar".

Precisamos arrecadar dinheiro para a construção do nosso Arraiá Alternativo que vai acontecer em junho. A participação de vocês será muito importante.

Vale ressaltar a importância do CineCOS nesse espaço, a importância do cineclube para os/as estudantes. Visto que, através do cinema podemos ter outra visão de mundo e que colabora para a nossa formação crítica. Aproveitem! ;]

Filme: Dançando no Escuro
Dia 15, às 17h.